sexta-feira, 29 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORÇÃO - CAPÍTULO 9


IX capítulo

Fracassos na oração por:

Contendas na família - l Pe 3.7.

“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”.

 O casal composto por duas pessoas casadas, que vivem no temor do Senhor, forma uma unidade indivisível sob o ponto de vista espiritual. É curioso pensar que um ser humano solteiro é uma pessoa e depois que casa passa a ser uma metade, porém a compreensão dos valores espirituais leva ao entendimento de verdades que facilitam a compreensão do mistério existente entre a Igreja e Cristo e das futuras bodas do cordeiro e ajudam a entender o mistério de um único Deus que subsiste em três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O fato é que após o casamento nos transformamos em metades que devem viver harmoniosamente, compondo o equilíbrio de uma família que posteriormente dará seus frutos através de filhos, que por sua vez estruturará os alicerces da igreja de Cristo. Para que essas metades coabitem de forma equilibrada cada uma das partes terá que ceder cinqüenta por cento para que uma não anule a outra e cause uma ruptura, ou um desentendimento entre o casal, que fatalmente influenciará todo e qualquer tipo de pedidos de oração.

Há muito tempo atrás fiz um trabalho de avivamento na igreja Assembléia de Deus do Bairro do Torrão do Ouro em São José dos Campos juntamente com meu grande irmão e amigo João Carlos Zenco. Nessa época essa igreja era dirigida pelo Pastor Adalton, grande amigo e irmão na fé. Nessa oportunidade conheci o Diácono Marcos com uma comitiva de Jambeiro, onde esse irmão se tornaria Pastor e faríamos muitos trabalhos juntos. Essa comitiva de Jambeiro era dirigida por um evangelista, cujo nome não me lembro, porém lembro-me que ele sussurrou em meu ouvido que ele precisava separar alguns obreiros e para isso eles precisavam ser batizados com o Espírito Santo e me apontou um dos membros que já estava escolhido de antemão, só aguardando a confirmação do céu. A princípio recusei a responsabilidade de aceitar aquelas palavras, afinal de contas só Jesus Cristo pode realizar esse feito, mas depois fui aceitando gradativamente até que em dado momento do culto, no início da pregação virei para o irmão que deveria receber a benção e fiz a seguinte proposta:

- Vou orar para que Jesus te batize no Espírito Santo durante essas festividades. Caso isso não aconteça vou pedir a ele que mostre qual é o problema, você crê que ele vai responder de uma forma ou de outra, durante essa festa.

-         Sim!

Sexta, sábado, domingo de manhã. Estudo bíblico, sobre obstáculos que impedem a resposta das orações e, veio à resposta. O Espírito de Deus revelou para o Pastor Adalton que o homem estava “brigado” com sua esposa. Em outras palavras Deus mostrou o problema que estava impedindo que recebesse o pedido. Houve certa relutância dos dois sobre o entendimento e conserto do casal, relutância essa, quebrada com a leitura da parábola do credor incompassivo e então aconteceu o acerto entre eles, o conserto com Deus e... No culto da noite o homem foi batizado com o Espírito Santo.

Para que as coisas acontecessem na vida daquele homem, ele teve que se enquadrar nos parâmetros das escrituras sagradas e isso serve para todos os casais que lêem essas linhas, o entendimento mútuo, a tolerância, o diálogo, a concessão, deve fazer parte do cotidiano de forma tal que mantenha sempre o acesso com o trono da graça permanentemente aberto e nossas orações não sejam impedidas.

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