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quarta-feira, 18 de abril de 2012

AUTORIDADE E SUBMISSÃO


A-    CRIAÇÃO DA IGREJA E AUTORIDADE DELEGADA AO PASTOR

                        A igreja foi formada por Cristo com três objetivos principais: primeiro adorar a Deus em Espírito e em verdade, segundo propagar o evangelho a todas as criaturas e terceiro aguardar a volta de cristo crescendo na graça e na sabedoria diante de Deus e de todos os homens. Para cumprir essas tarefas foi necessário ao Senhor criar uma estrutura de poder para que o trabalho crescesse organizadamente e alcançasse toda a terra. Essa estrutura começa a partir do próprio Deus delegando autoridade ao pastor. “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”. (Atos 20:28). “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória”. (1 Pedro 5:1-4). O pastor (em alguns casos denominado Bispo ou Ancião) é a autoridade máxima na igreja. Normalmente um bom crente é separado para ser um bom obreiro, cresce dentro da igreja e recebe autoridade paulatinamente até chegar à liderança. Chegando ao poder máximo nada impede que ajude a igreja a crescer além dos limites municipais, estaduais, nacionais e chegue aos limites internacionais. O problema é que muitos pastores chegam a ser ótimos obreiros e quando estão no auge do seu desempenho, se acham acima da lei e passam a ser péssimos crentes. Alguns até se justificam dizendo que são homens de Deus que produzem sinais prodígios e maravilhas, como se milagres garantissem a salvação (o que garante salvação é fé, novo nascimento e santificação), e fossem um atestado de honestidade. Estes se escaparem do ministério público, com certeza cairão nas mãos de Deus e não quero estar na pele deles quando isso acontecer.Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda”. (Mateus 7:22-27).  A partir do pastor e sob a direção de Deus são escolhidos homens para serem missionários, evangelistas, presbíteros, diáconos, cooperadores, etc. Essa estrutura hierárquica vai sendo construída no decorrer do avanço e do crescimento da igreja à medida que o Senhor prepara ceifeiros para a seara. “E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram”. (Atos 13:1-3). Nesse caso, entre os doutores, o Espírito Santo escolhe dois homens especificamente para a obra missionária, acredito eu que eram os melhores (porque Deus só envia o melhor). Após escolhidos esses homens são ungidos e recebem a autoridade delegada para exercer a função para a qual foi escolhida.

                        Ultimamente tem sido comum, obreiros saírem de suas igrejas levando consigo boa parte da igreja. De alguma maneira, em algum momento, há um desentendimento e ao invés de discutirem o assunto como irmãos, se separam definitivamente. Há pouco tempo atrás me propus a ajudar um pastor amigo meu que viveu essa experiência e estava na época bastante abatido. Ao ajudá-lo já procurei direcioná-lo para uma solução definitiva. E a solução definitiva é que o pastor reúna em torno de si, homens fiéis, e, quem são os fiéis senão os irmãos que são ensinados de forma correta dentro da própria igreja onde se converteu. Quais obreiros são mais fiéis que seus próprios discípulos. É verdade também que a cada doze pode aparecer um traidor, como no caso de Jesus e Judas Iscariotes, porém isso não é uma regra e todo esforço pode ser empreendido para que não aconteça. “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”. (2 Timóteo 2:1-2).

                        Só existe autoridade dentro da igreja se houver submissão, portanto o mesmo Deus que delega autoridade cobra a submissão, desde que seus pastores estejam trabalhando com amor e sejam o exemplo do rebanho. “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória”. (1 Pedro 5:1-4). “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”. (Hebreus 13:17). “E rogamos-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós”. (1 Tessalonicenses 5:12-13). A submissão deve partir tanto dos que servem quanto aos que são servidos pela igreja, tanto obreiros quanto crentes em geral, para que de forma organizada a igreja prospere na paz do Senhor.



                        CONCLUSÃO

                        A cadeia de poder, de autoridade e submissão, é tão respeitada por Deus que se por ventura ele delegar poder a qualquer servo fiel, em qualquer função e houver necessidade de uma intervenção pessoal por parte Dele, mesmo sendo O TODO PODEROSO, jamais agirá sem que seu subordinado tenha ciência de sua ação. “E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço, Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR, para agir com justiça e juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado”. (Gênesis 18:17-19).

terça-feira, 17 de abril de 2012

AUTORIDADE E SUBMISSÃO


A-    CRIAÇÃO DO ESTADO E AUTORIDADE DELEGADA AS AUTORIDADES TERRENAS.

Deus criou Israel para ser um estado modelo, um exemplo a todas as nações, para que todos os povos conhecessem o criador através do desempenho dessa nação escolhida, porém infelizmente Israel falhou em ser um modelo para as nações devido ao pecado e corrupção interna, na verdade teve sucesso parcial em alguns momentos de sua história, mas as leis criadas por Deus foram utilizadas para a elaboração de constituições modernas e tem demonstrado que realmente é um modelo de legislação a ser adequada a cada circunstância e a ser seguido por todos os povos. A partir da criação do Estado Deus delegou autoridade para que a obra continuasse adequadamente. “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência”. (Romanos 13:1-5). Ao conceder autoridade a uns é cobrado submissão a outros conforme os versículos seguintes: “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação”. (Romanos 13:1-2). “Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas”. (Colossenses 3:22-25).

 Continua...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

AUTORIDADE E SUBMISSÃO


                        ESTRUTURAS DE PODER CRIADAS POR DEUS NA TERRA

                        Deus criou três estruturas de poder para reger a vida na terra de forma ordenada; a família, o estado modelo e a igreja. A família criada a partir do casal no Éden com a função de povoar a terra e se espalhar por ela é a menor das estruturas, porém importantíssima no equilíbrio de uma sociedade. Para formar um estado é necessário uma terra, um povo e leis que gerencie a convivência dessa sociedade de forma organizada, isso Deus criou através de Israel o povo escolhido, dando a terra e fazendo as leis com o intuito que fosse modelo para as outras nações. E por último criou a igreja após a ressurreição em Cristo com o intuito de estabelecer a adoração de um único Deus a todos os povos (lembre-se que no passado cada povo tinha seus Deuses e que essa situação sofre mudança a partir da estruturação da igreja de Cristo).



A-    CRIAÇÃO DA FAMÍLIA E AUTORIDADE DELEGADA AO HOMEM

A família foi criada por Deus como a menor estrutura de poder para expansão do gênero humano sobre a terra, também denominada a célula mãe da sociedade, unindo o casal e gerando filhos para povoar toda a face do planeta. Uma estrutura necessária porque a criação humana foi diferente das criações celestiais. Por serem geradas em série as criaturas celestiais não procriam como o ser humano, isto é não geram filhos. Filhos estes que necessitam de acompanhamento dos pais desde sua tenra idade, até que se tornem independentes e prontos para a vida. Para gerenciar essa pequena e necessária estrutura de poder Deus colocou a responsabilidade sobre os ombros do homem porque foi gerado primeiro. “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”. (Efésios 5:22-28). Algumas mulheres questionam essa sujeição ou submissão à autoridade constituída por Deus, mas convém lembrar que é uma regra para um casal cristão, em que o marido trata sua esposa da mesma forma que Cristo tratou a igreja e uma esposa amada com amor semelhante ao que Cristo ama a igreja, jamais fará objeção alguma, porque ele até deu sua vida por ela, enviou o Espírito Santo para cuidar dela, enche de presentes (dons espirituais, curas, milagres, etc.), preparou uma morada, vai levá-la consigo, dar vida eterna, galardões, um reino e uma grande herança. É verdade que nenhum homem tem capacidade para dar tanto a uma mulher, semelhantemente ao que Cristo dá para a igreja, porém o esforço em supri-la em tudo e fazendo todos os esforços com amor e carinho, tratando-a como um “bibelô”, enchendo-a de presentes, com certeza será bem recebido e valorizado, atraindo a recíproca e unindo o casal em amor a cada dia, até que a morte os separe.

Uma vez estruturada a família gera ou adota filhos, que estão sujeitos a estrutura inicial de poder. “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”. (Efésios 6:1-4). A sujeição à autoridade dos pais e recebe uma promessa de Deus, como um prêmio por sua execução: vida longa. Por outro lado há nesse versículo um alerta para os pais na utilização dessa autoridade delegada por Deus no tratamento com seus filhos para que a família seja estruturada no amor.

  Continua...

domingo, 15 de abril de 2012

AUTORIDADE ESPIRITUAL


                        AUTORIDADE DELEGADA AO HOMEM

Em seguida Deus criou um paraíso vegetal e entregou todo o poder nas mãos do homem, que através do pecado, da obediência ao líder das trevas, passou essa autoridade ao Diabo que vem infernizando a humanidade, ao ponto de necessitar uma intervenção drástica de Deus dando seu filho na cruz para resgatá-la. No versículo seguinte vemos Deus passando a autoridade ao homem no momento exato de sua criação. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”. (Gênesis 1:26). A autoridade de dominar sobre tudo estava sujeito a se manter longe de uma árvore de frutos proibidos, a árvore do bem e do mal. Mas induzido pela serpente, a mulher comeu do fruto e em seguida o homem. Para complicar mais a situação, quando perguntado por Deus, Adão, o primeiro homem, acusa Eva e concomitantemente o próprio Deus que a criou para ser uma benção para sua vida. Eva por sua vez acusa a serpente e nenhum deles assume seu erro diante do criador, complicando mais ainda a situação e gerando então uma maldição sobre suas vidas e sobre toda a terra. Com sua queda o homem transfere o poder para Satanás que em um ato ousado tenta negociar uma sociedade com Cristo, alguns milênios depois, quando percebeu que enfrentava um inimigo extremamente superior e diferente de todos os seres humanos que já havia enfrentado. “E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu”. (Lucas 4:5-7).

Lógico que o Senhor Jesus Cristo não aceitou a negociação e foi até o fim em seu intento, que era vencer o inimigo, tomar o poder e autoridade sobre a terra e posteriormente resgatar a humanidade, perdoando e livrando de seus delitos e pecados. “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. (Mateus 28:18-20). Ao retomar o poder, Cristo cria uma situação curiosa ao implantar na terra um reino espiritual, um reino que não pertence a este mundo. “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”. (João 18:36-37). Este reino celestial nos torna cidadão dos céus, porém como ainda estamos na terra, temos dupla cidadania e temos dupla autoridade, o uso desta dupla autoridade é extremamente delicado e necessita ser direcionado pelo Espírito Santo de Deus que foi derramado de forma abundante em nossos dias exatamente para isso.

Continua...

sábado, 14 de abril de 2012

AUTORIDADE E SUBMISSÃO


                          AUTORIDADE DELEGADA AO DIABO

                        Deus criou um paraíso celestial mineral e colocou toda estrutura desse lugar, subordinada à autoridade do Diabo, também denominado Querubim Ungido. Daí o motivo pelo qual o Diabo adora pedras preciosas e semipreciosas, afinal é familiarizado com esse tipo de preciosidades desde sua criação e todo culto ocultista normalmente envolve algum tipo de pedras preciosas ou semipreciosas.  “Tu eras o querubim, ungido para cobrir (proteger), e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor (protetor), do meio das pedras afogueadas”. (Ezequiel 28:14-16). Podemos observar pelo texto bíblico que o Diabo recebeu a maior autoridade delegada a um ser criado e a perdeu por exaltar seu coração e pecar contra Deus dando origem então a insubmissão também conhecida por rebeldia. O querubim protetor da mais alta casta celestial nessa insubmissão arrastou um terço de todas as hostes angelicais e gerou um reino paralelo hoje conhecido como o reino das trevas. É verdade também que ao ser banido perdeu grande parte sua glória e poder, mas o poder que lhe sobrou foi suficiente para complicar toda a humanidade durante milênios. Essa estrutura de poder é constituída de principados, potestades e hostes malignas de forma organizada e tem como objetivo lutar para destruir a nova criação de Deus, o ser humano. Com sua derrubada, uma grande lacuna ficou nas regiões celestiais e Deus o todo poderoso vai cobrir com sua nova criação, nós que cientificamente falando, somos chamados de homo sapiens. Porém para que situação como essa de insubmissão, traição, soberba e coisas semelhantes jamais voltem acontecer, o ser humano está sendo provado, testado, experimentado com livre escolha e fidelidade apesar de todas as circunstâncias adversas. Em outras palavras, Deus não quer que volte a se repetir tamanha infidelidade, por isso só vai levar para a glória os homens que de livre e espontânea vontade fizeram a escolha de crer em Cristo pela fé, nasceram de novo, viveram em santidade e não desistiram mesmo diante de toda a oposição, da carne, do mundo da iniquidade e do pecado e de todos os espíritos imundos que perturbam e atrapalham nossa caminhada por essa vida.

                         Continua...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

AUTORIDADE E SUBMISSÃO




                        MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM TEM JUIZO”.

                        Este é um provérbio popular extremamente utilizado em nossos dias, porém está correto? Comumente o povo utiliza provérbios de sabedoria popular sem uma análise aprofundada, será este mais um entre eles? É assim mesmo que funciona? E quem que realmente manda? A quem se deve obedecer? Será que obedecemos à autoridade correta? Até onde vai o poder de cada autoridade?

                        E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém”. (Atos 9:1-2). Observe que Saulo de Tarso depois chamado Paulo “acreditava” que obedecia a Deus através da liderança judaica e com ela obteve autorização para ampliar a perseguição aos judeus fora de Jerusalém, mais precisamente em Damasco (Capital da Síria). No meio do caminho foi interceptado por Cristo e alertado sobre quem realmente tinha poder para mandar e não obedecê-lo seria como dar murros em ponta de faca, ou algum objeto de ponta chamado por Jesus de aguilhões. “E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer”. (Atos 9:5-6). Perceba que tremendo e atônito ele reconhece a autoridade superior de Cristo e se predispõe a obedecê-lo imediatamente. Vai até Damasco e é informado pela autoridade superior que receberá a visita de um homem chamado Ananias. Curioso é que Ananias não é apresentado como apóstolo, nem bispo, ancião, presbítero ou diácono, em outras palavras acreditamos que era um simples cooperador da obra porque seu nome não aparece outras vezes nos escritos sagrados, mesmo assim Saulo, um doutor da lei e futuro apóstolo de Cristo aceita sua autoridade porque sabia que ela era proveniente de uma instância superior. “E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado”. (Atos 9:17-18). Perceba que Ananias, mesmo sendo secularmente inferior a Paulo, que era um doutor da lei, traz a ele a unção do Espírito Santo e concomitantemente um milagre que lhe possibilita à recuperação da visão, consumando pela fé os primeiros resultados da obediência à autoridade de Jesus Cristo.

                        Além de esclarecer qual é a autoridade correta a ser obedecida, o texto lido esclarece que essa autoridade vem de Deus, na pessoa de Jesus Cristo, seu filho e na atuação do Espírito Santo que é a autoridade executiva de Deus no momento. “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (Mateus 28:18-19).

                        Então quem realmente manda? Deus e toda a pessoa que recebe poder delegado por ele em determinada função e/ou em determinada ocasião. Fora dessa delegação de poder, a autoridade pode ser uma usurpação e não necessita ser obedecida. O Senhor nosso Deus delegou autoridade ao Diabo e a retirou devido a sua desobediência. Delegou ao homem, que entregou ao Diabo através do pecado. Por fim, criou estruturas de poder na terra concedendo poder delegado a todas essas estruturas e/ou pessoas que atuam dentro delas e vamos através desse estudo conhecer um pouco mais sobre essa autoridade delegada por Deus, a submissão ou não, e, as repercussões da obediência ou desobediência a essas autoridades.

                         Continua...