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sábado, 7 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CONCLUSÃO


Conclusão:

Muito se pode estudar a respeito de oração, mas considero extremamente importante acima de tudo orar e ser atendido pelo Senhor. Através de estudos aplicados ao cotidiano de nossas igrejas tenho observado ser de grande proveito à leitura e meditação destes versículos que eliminam empecilhos e impedem o fracasso da oração. Espero que este estudo na forma de um pequeno livro sirva para o aprimoramento de sua oração e que muitas bênçãos sejam obtidas a partir dessa melhora. Aproveito também o momento para pedir que orem em meu favor para que o Senhor continue me usando para honra e glória do seu nome, me suprindo com as bênçãos que se fazem necessárias a mim e toda a minha família. Agradeço a todos e desejo que a paz do Senhor permaneça para sempre em vossas vidas. Amém.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO = CAPÍTULO 13


XlII CAPÍTULO

Fracassos na oração por:

Não pedir em nome de Jesus  -  Jo  16.23-24.

Naquele dia nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo que tudo quanto pedirdes ao Pai, ele vo-lo concederá em meu nome.

Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo seja completo.



        Certa feita uma senhora do grupo carismático católico da cidade de Caçapava que se encontrava em casa de parentes passando uma temporada de verão aproximou-se de mim e disse:

       - Eu sempre quis conversar com um líder evangélico pessoalmente para que ele me respondesse a algumas perguntas, posso fazer essas perguntas pra você?

       - Sim com certeza, se houver possibilidade de respondê-las fique certa que responderei.

       - Eu soube que vocês não acreditam em Maria?

       - Mentiram para você, com certeza acreditamos em Maria, pois ela foi escolhida para ser a mãe do Messias, o nosso salvador Jesus Cristo, está nas escrituras, seria um contra senso não crer em Maria – respondi.

       - Mas eu soube que vocês não creem que ela é uma santa – ela reformulou a pergunta.

       - É lógico que cremos que ela é uma santa – retruquei. As escrituras dizem que uma santa é uma pessoa separada para Deus e não temos dúvida pelos escritos bíblicos que Maria foi uma pessoa separada por Deus para gerar o Messias - percebi que ela ficou meio confusa porque o diálogo caminhava por um caminho não previsto ou não desejado.

       - Então eu não entendo o que está acontecendo?

       - É simples. Não contaram para você que não cremos que Maria seja uma deusa e que o nosso Deus é subdividido em três pessoas: Pai Filho e Espírito Santo e não em quatro pessoas com a inclusão de Maria.

       - Mas nós também cremos em um Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) - retrucou um pouco assustada com o rumo da conversa.

       - Então porque vocês adoram Maria como se fora uma Deusa. Ela ficou sem palavras, boquiaberta, percebia-se claramente uma pergunta não respondida bailando em seu cérebro e nosso diálogo terminou por ali.

       Acontece que uma grande quantidade de pessoas que são ou se dizem cristãos estão adorando e pedindo coisas aos céus, sem se utilizar o passaporte que abre todas as portas que é o nome de Jesus e não posso crer que o todo poderoso vá contra sua própria palavra, para atender esses pedidos e responder positivamente a essas adorações. Ao nome de Jesus todo o joelho deve se dobrar (Fp 2.10) e todo pedido dirigido a Deus o Pai e/ou ao Espírito Santo, tem que ter acoplado a si o nome de Jesus, porque ele deixa claro nos versículos separados acima que assim deve ser o procedimento de quem dirige uma petição aos céus. Utilizar o nome de intercessores, qualquer que seja, é reprovado pelas escrituras conforme versículos abaixo: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (Jo 14.6). “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. (l Tm 2.5).

       Eu poderia levantar muitos versículos que provam a inutilidade de utilizar a mediação de santos que já morreram, ou que ainda vivem para tentar obter os favores divinos, mas entendo que quando se quer crer e aceitar as escrituras, poucas palavras bastam. Quero ressaltar que minha afirmação nada tem a ver com a oração de intercessão, que é uma forma de utilizar a fé do irmão ou da igreja, para alcançar a benção desejada.

       O nome de Jesus tem poder, utilize-o em suas petições, nunca encerre uma oração sem deixar claro que você está entrando no mundo espiritual através do nome de Jesus e verá mudanças começarem a acontecer em sua vida.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 12 B


O que é humildade? Como fazer para ser humilde? Essa é uma pergunta que precisamos responder a nós mesmos, pois a partir daí poderemos melhorar em qualidade e passar a desenvolver essa virtude em nosso caráter. A primeira parte encontramos facilmente em um dicionário da língua portuguesa e a segunda encontramos nas escrituras sagradas e principalmente nos provérbios escritos por Salomão. Humildade segundo o dicionário virtual Michaelis é: 1. Virtude que nos dá o sentimento de nossa fraqueza. 2. Modéstia. 3. Demonstração de respeito, de submissão. Um dos fatores preponderantes para que a humildade seja desenvolvida em nossa vida é deixar que as pessoas percebam e falem de nossas qualidades, e isto, Salomão deixa inserido em um versículo chave que deve ser memorizado e utilizado em nosso cotidiano. “Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estranho, e não os teus lábios” (Pv 27.2). Ressalto que existe uma infinidade de escritos bíblicos que nos orientam nos caminhos da humildade, apenas coloquei um dos versículos que considero importante, porém, há muito que estudar biblicamente falando, para se conhecer mais a respeito.

Uma vez corrigindo nosso caráter em relação à humildade e soberba, abre-se uma perspectiva muito grande para que nossas orações sejam respondidas e deixemos de estar entre os cristãos, que não vivem em novidade de vida e tem pouco a contar em bênçãos recebidas, ou que vivem de glórias do passado.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 12 A


XlI CAPÍTULO

Fracassos na oração por:

Ser soberbo  -  Lc  18.11-14.

O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano.

Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus, sê propício a mim, pecador!

Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.



Deus o Todo-Poderoso e criador dos céus e da terra sempre deixou claro a todos quanto O conhecem, em inúmeras ocasiões, que sua a humildade é uma parte importante de seu caráter e de sua forma de ser. Como exemplo podemos destacar o nascimento de seu filho em uma manjedoura em meio ao terrível cheiro de excrementos de animais, ou o envio de seu grande apóstolo (Paulo) para conquistar Roma espiritualmente como prisioneiro da guarda pretoriana de César, ou a caça de seu rei escolhido e ungido (Davi) como um fora da lei por terras de inimigos de Israel, enfim poderíamos enumerar uma grande sucessão de fatos em que a humildade divina aparece como fator preponderante de sua personalidade, porém o nosso objetivo é esclarecer a todos, que essa qualidade (que faz parte do caráter de Deus), Ele faz questão que esteja inserida em nosso caráter, como condição, para obter seus favores e concomitantemente ter respondida nossas orações.

No caso acima descrito, podemos com toda certeza avaliar o interesse de Cristo em fixar em nosso intelecto a necessidade do Cristão se dirigir ao criador em uma posição de humildade e simplicidade como o publicano e não com palavras e atitudes soberbas como o fariseu, que se auto proclamava um santo homem e merecedor das dádivas divinas e estabelecia comparações com seu concidadão, buscando se justificar perante o criador.

Deus jamais nos abençoará porque nos justificamos dizendo que somos bonzinhos ou porque somos melhores que nossos irmãos ou nossos vizinhos, mas sim, porque nos declaramos pecador e passamos pelo sangue derramado na cruz por Jesus Cristo e isso é dom de Deus, para que ninguém se glorie e essa informação deve estar em nossas mentes, para jamais orarmos como o fariseu descrito na parábola de Jesus.

CONTINUA...

terça-feira, 3 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 11 B


       Agora em nossos dias um fenômeno facilmente constatado, preocupa pensadores em relação ao problema do pobre, é o aparecimento dos “excluídos”. A relação entre o capital e o trabalho sempre foi de exploração e o mesmo empregador que oprimia seu empregado sabia que precisava daquela mão de obra, portanto não permitia que ela se extinguisse morrendo de fome e apesar da toda exploração procurava manter um salário de sobrevivência para o empregado e sua família, porém com o desenvolvimento da tecnologia apareceram robôs, que hoje podem substituir centenas de empregados permitindo ao patrão, dono do capital, despedi-lo de suas funções na empresa e empregar apenas funcionários especializados para fazer a manutenção e operação das máquinas, criando a exclusão de centenas de trabalhadores em relação ao trabalho e automaticamente em relação à sociedade. Essa exclusão vem trazendo a fome e a pobreza de tal forma que nosso(a) presidente (anterior e atual), conseguiu se eleger com a bandeira do “Fome Zero”, recebendo até elogios internacionais.

       Essa escalada crescente e constante da pobreza, com todas as suas variantes temporais, prevista por Cristo a cerca de dois mil anos atrás, exige de nós cristãos um esforço coletivo e até mesmo individual, de forma a atender a exigência divina em relação ao suprimento dos pobres e necessitados. Observe por exemplo o que diz Tiago a esse respeito: “Que proveito há meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

       A exigência divina quanto ao socorro ao pobre vem com uma espécie de ultimato, de que a recíproca é verdadeira, ou seja, quem não socorrer o pobre com certeza clamará ao Senhor e não será ouvido, porém sempre devemos levar em conta afirmações como a do Apóstolo Paulo: “Aquele que não trabalhar que não coma”, no tocante a não estimular a vagabundagem em nosso meio, por isso, quero realçar a necessidade de ajudar o pobre com sabedoria, de forma que essa ajuda não venha a ser perniciosa, estimulando pessoas a permanecerem improdutivas e acabarem “se encostando” nos cristãos produtivos como verdadeiros parasitas e parias da sociedade. A bíblia diz no livro de Salmos que o justo florescerá como a palmeira e por incrível que possa parecer, palmeira não costuma viver cheia de parasitas, assim também deve florescer o ser humano justificado pelo sangue de Jesus Cristo.

       Com certeza o atendimento ao clamor do pobre, repito, com cautela e de uma forma inteligente, abrirá os ouvidos do Todo Poderoso ao nosso clamor e bênçãos abundantes choverão em nossas vidas, como a chuva serôdia rega a terra seca e faz tudo renascer.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 11 A


Xl capítulo

Fracassos na oração por:

Não ter misericórdia - Pv 21 13.

Quem tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, também clamará e não será ouvido.


       A humanidade sempre existiu dividida em classes sociais devido à necessidade de administração e convivência entre si, a classe pobre acompanha a civilização desde seus primórdios e faz parte do cotidiano de vida das cidades e da igreja em seus primeiros momentos de vida. Certa feita em que Maria unge Jesus com perfume Judas Iscariotes protesta afirmando que o unguento poderia ser vendido e o dinheiro poderia ser aplicado na ajuda aos pobres e recebe a seguinte resposta de Jesus: “Respondeu, pois Jesus: Deixa-a; para o dia da minha preparação para a sepultura o guardou; porque os pobres sempre os tendes convosco; mas a mim nem sempre me tendes”. (Jo 12.7,8.), deixando claro que em nossa carreira cristã, sempre teríamos pobres para ajudar e a assistência a essa classe social faz parte da vida cotidiana do cristão e da igreja.

       Aliás, é importante ressaltar que antes de haver salário família, salário mínimo, bolsa escola, bolsa família, os pobres sempre contaram com os dízimos que a igreja desde tempos imemoriais já contribuía e que grande parte era utilizado em seu benefício.
          A questão da pobreza em nossos tempos foi bastante suavizada na sociedade moderna com todas as entidades governamentais de aposentadorias e socorro aos doentes, órfãos e necessitados e com a atuação de ONGs (Organizações Não Governamentais), permitindo a igreja como um todo respirar um pouco mais em relação ao problema e não precisar gastar somas consideráveis dos dízimos e ofertas no sustento dos pobres e necessitados, porém a afirmação de Jesus “... os pobres sempre os tendes convosco...”, nunca caiu por terra, pois sempre temos de socorrer alguém seja doméstico da fé ou não.

      CONTINUA...

domingo, 1 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 10 - PARTE B


           Algum tempo atrás um irmão veio morar em minha cidade (Caraguatatuba), vindo da cidade de Tatuí (interior de São Paulo) e aqui foi promovido a oficial de igreja (líder evangélico). Durante muito tempo trabalhamos juntos com resultados devastadores em salvação de almas e ao conhecer melhor a família e seus problemas fiquei sabendo de um fato extremamente chocante em relação ao perdão de pecados. A esposa desse irmão era um vaso de bênçãos nas mãos do Senhor, porém tinha uma grande tristeza e marca em sua vida e em seu coração, sua filha fora assassinada pelo genro e ela presenciara a cena em seu final, vendo o genro com uma faca e o sangue da filha espalhado por todo o recinto. Posteriormente após muito tempo em Caraguatatuba, em um passeio para rever parentes em sua cidade recebeu o aviso de que o genro queria falar com ela na cadeia da cidade. Ao visitá-lo, após muita insistência dele, deparou-se com um acontecimento inusitado. Ele se prostra diante dela e clama o perdão pelo assassinato da esposa (sua filha). Ela me disse que entrou em luta, pois o intelecto humano recusava o perdão, mas o Espírito de Deus dentro de si sussurrava suavemente: “Você tem que perdoar”. Olhando para aquele homem prostrado diante de si, segurando suas mãos e pedindo perdão em prantos, ela via o sangue de sua filha e sentia nojo, asco, porém superando a si mesma e seu escrúpulo humano, libera o perdão e faz uma oração para o infeliz. Ao mesmo tempo em que me contava a irmã, se emocionava e as lágrimas desciam em seu rosto e eu imaginando estar no lugar dela percebi como é difícil em determinadas circunstâncias liberar o perdão. Lembrei-me também que quando me converti tive que fazer um conserto com meu irmão de leite por que vivíamos as turras. Ao pedir perdão para ele recebi um “não”. “Não te perdôo”. Fiquei enfurecido, lacrimejei, senti vontade de agredi-lo porque ele apresentava um sorriso zombeteiro, porém o Espírito Santo falou fortemente em meu coração e não permitiu que eu fosse derrotado por minha própria carne. Uma semana depois ele voltou até a mim e liberou o perdão e desde então nunca mais brigamos. Preguei o evangelho para ele durante anos sem resultados, porém vinte e um anos depois deste fato ele se rendeu ao nome de Jesus e hoje ele vem adorando a Deus com sinais de mudança de vida e conversão ao evangelho de Cristo.

sábado, 30 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 10 - 1ª PARTE


X capítulo

Fracassos na oração por:

Contenda entre irmãos - Mt 5.23,24.

Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.

        Assim como uma família numerosa tem problemas de convivência entre irmãos, a igreja, que é a família de Deus também sofre problemas semelhantes, porém a regra de convivência é clara e objetiva no tocante a fazer acertos e consertos, para que a convivência seja aprimorada e mantida. Nessa regra a comunhão entre os irmãos é fator preponderante para que Deus mantenha comunhão com todos. Em outras palavras, Deus não aceita comunhão de pequenos grupos isolados uns dos outros, as famosas “panelinhas”, a comunhão é com toda a igreja agindo em um só propósito e de comum acordo. É importante também chamar a atenção para a frase: “e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti”. Mesmo que você se lembre que não tem problema com o irmão, e sim, o irmão que tem alguma coisa contigo, a exigência divina é que você procure-o para resolver qualquer tipo de desavença e a paz que excede todo o entendimento, passe a fazer parte desse relacionamento. É verdade que atender a essa exigência além de abrir as portas para a aceitação do sacrifício de oração passa a ser também um atestado de espiritualidade, pois se baseando no que está escrito em 1º Co 3.3. (“pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens?”), os desentendimentos dentro da igreja só mostram que o grupo não está andando segundo os preceitos divinos, mas sim segundo os preceitos humanos, portanto, não são espirituais, mas sim carnais. O perdão precisa fazer parte de nossa vida cotidiana e segundo a parábola do credor imcompassivo (onde o Senhor perdoou o servo e este não perdoou o conservo, quando o Senhor ficou sabendo do fato, retirou seu perdão e mandou colocarem o servo nas trevas exteriores), é uma exigência divina e compromete até a salvação.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORÇÃO - CAPÍTULO 9


IX capítulo

Fracassos na oração por:

Contendas na família - l Pe 3.7.

“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”.

 O casal composto por duas pessoas casadas, que vivem no temor do Senhor, forma uma unidade indivisível sob o ponto de vista espiritual. É curioso pensar que um ser humano solteiro é uma pessoa e depois que casa passa a ser uma metade, porém a compreensão dos valores espirituais leva ao entendimento de verdades que facilitam a compreensão do mistério existente entre a Igreja e Cristo e das futuras bodas do cordeiro e ajudam a entender o mistério de um único Deus que subsiste em três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O fato é que após o casamento nos transformamos em metades que devem viver harmoniosamente, compondo o equilíbrio de uma família que posteriormente dará seus frutos através de filhos, que por sua vez estruturará os alicerces da igreja de Cristo. Para que essas metades coabitem de forma equilibrada cada uma das partes terá que ceder cinqüenta por cento para que uma não anule a outra e cause uma ruptura, ou um desentendimento entre o casal, que fatalmente influenciará todo e qualquer tipo de pedidos de oração.

Há muito tempo atrás fiz um trabalho de avivamento na igreja Assembléia de Deus do Bairro do Torrão do Ouro em São José dos Campos juntamente com meu grande irmão e amigo João Carlos Zenco. Nessa época essa igreja era dirigida pelo Pastor Adalton, grande amigo e irmão na fé. Nessa oportunidade conheci o Diácono Marcos com uma comitiva de Jambeiro, onde esse irmão se tornaria Pastor e faríamos muitos trabalhos juntos. Essa comitiva de Jambeiro era dirigida por um evangelista, cujo nome não me lembro, porém lembro-me que ele sussurrou em meu ouvido que ele precisava separar alguns obreiros e para isso eles precisavam ser batizados com o Espírito Santo e me apontou um dos membros que já estava escolhido de antemão, só aguardando a confirmação do céu. A princípio recusei a responsabilidade de aceitar aquelas palavras, afinal de contas só Jesus Cristo pode realizar esse feito, mas depois fui aceitando gradativamente até que em dado momento do culto, no início da pregação virei para o irmão que deveria receber a benção e fiz a seguinte proposta:

- Vou orar para que Jesus te batize no Espírito Santo durante essas festividades. Caso isso não aconteça vou pedir a ele que mostre qual é o problema, você crê que ele vai responder de uma forma ou de outra, durante essa festa.

-         Sim!

Sexta, sábado, domingo de manhã. Estudo bíblico, sobre obstáculos que impedem a resposta das orações e, veio à resposta. O Espírito de Deus revelou para o Pastor Adalton que o homem estava “brigado” com sua esposa. Em outras palavras Deus mostrou o problema que estava impedindo que recebesse o pedido. Houve certa relutância dos dois sobre o entendimento e conserto do casal, relutância essa, quebrada com a leitura da parábola do credor incompassivo e então aconteceu o acerto entre eles, o conserto com Deus e... No culto da noite o homem foi batizado com o Espírito Santo.

Para que as coisas acontecessem na vida daquele homem, ele teve que se enquadrar nos parâmetros das escrituras sagradas e isso serve para todos os casais que lêem essas linhas, o entendimento mútuo, a tolerância, o diálogo, a concessão, deve fazer parte do cotidiano de forma tal que mantenha sempre o acesso com o trono da graça permanentemente aberto e nossas orações não sejam impedidas.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 8


VIII capítulo

Fracassos na oração por:

Ansiedades e inquietações - Fl 4.6.

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças”.



         Ansiedades e inquietações são causadas pela falta de fé necessária a obtenção da benção. É muito comum acontecer quando o problema envolve uma pessoa muito próxima, muito querida ou dependente (filhos, esposa, marido), onde a preocupação acaba se tornando maior que a fé. Vivi uma experiência extremamente educacional e dramática a duas décadas atrás com um problema de saúde que envolvia minha filha mais velha.  Ela era muito pequena (um ano ou mais) e tinha um problema nas amídalas (segundo a médica que acompanhava a família, suas amídalas teriam que ser operadas quando ela alcançasse sete anos de idade), o problema é que mensalmente suas amídalas inflamavam e tinha que tomar antibióticos ficando sujeita a todos os efeitos colaterais que causam.  Ciente desse problema resolvi orar por ela, afinal de contas eu era um obreiro novo, já havia orado por muitas pessoas que obtiveram curas, até mesmo sobrenaturais, seria muito fácil fazer um clamor por minha filha. Qual não foi minha surpresa quando eu senti em mim mesmo que a obra não estava acontecendo, que alguma coisa estava errada e eu nem mesmo conseguia explicar. Eu conseguia sentir que a benção não estava vindo. Imediatamente fiz uma campanha de oração particular e coletiva (pedi a ajuda dos irmãos da igreja), para descobrir onde estava o problema. Algum tempo depois, veio a resposta da parte do Senhor: “Você não acredita em mim”. Protestei veementemente: “Como não acredito!... fui liberto de um espírito imundo, batizado no Espírito Santo, prego seu nome, já fui usado para produzir sinais, prodígios e maravilhas para sua glória...”. “Se você acreditasse em mim entregaria sua filha em minhas mãos e ficaria tranqüilo”. Não pude responder, não havia resposta, era a mais pura verdade, era complicado fazer uma oração e ficar tranqüilo, em paz, descansado, como Jesus dormindo em um barco no meio de uma tempestade, enquanto os discípulos se apavoravam integralmente. Sabia agora qual era o problema, sabia que precisava de mais fé. Minha inquietação, minha ansiedade, impedia a oração. Lembrei-me de um episódio na bíblia em que uma senhora com a filha endemoninhada pede para Jesus “Acrescenta-me a fé” e orei e fiz outra campanha particular e coletiva, objetivando que Deus me ajudasse acrescentando minha fé, lutei e venci. Certo dia eu fui dormir muito cansado pelo trabalho, mas muito cansado mesmo, e, minha esposa estava às voltas com nossa filha doente, inflamação na garganta, lógico. Fiquei muito irritado, aquela luta não acabava, pensei e orei: “Deus, não posso mais, estou cansado, irritado, preciso trabalhar amanhã cedo, terei um dia estafante, entrego minha esposa e minha filha em tuas mãos. O Senhor me deu a criança, se o Senhor quiser levar bendito seja o nome do Senhor”. Orei entregando tudo, até por que não tinha mais ânimo. Durante a madrugada, surpreso, acordei, orando em línguas com as mãos impostas sobre minha filha, que instantaneamente parou de chorar e dormiu completamente curada. Descobri naquela experiência que havia conseguido obter a fé necessária naquele momento, que Deus usava um “vaso” até mesmo dormindo e que a campanha intercessória da igreja podia resolver problemas que minha fé não alcançava, eliminar o fracasso na oração produzido pelas aflições, ansiedades e inquietações.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 7


VII capítulo

Fracassos na oração por:

Stress, momentos de fraqueza, (medo) - 1 Rs 19.4-6.

Ele, porém, entrou pelo deserto caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, dizendo: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. E deitando-se debaixo do zimbro, dormiu; e eis que um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te e come. Ele olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água. Tendo comido e bebido, tornou a deitar-se.


        Elias era um homem sujeito as mesmas paixões que nós, segundo as palavras de Pedro, porém, mesmo assim, conseguiu com suas orações produzir milagres prodigiosos. Após o enfrentamento contra os profetas de Baal onde o profeta fez o milagre de cair fogo do céu sobre o sacrifício, houve um extermínio de todos os profetas ímpios e idolatras, causando indignação e fúria na rainha Jezabel, que envia um mensageiro para ameaçar o profeta de morte, dizendo que no dia seguinte ele seria um homem morto. Elias fragilizado pela luta, pelo stress daquele dia, pela sensação de solidão, embrenha-se deserto adentro até mais não poder e deixa-se cair em baixo de um arbusto do deserto, onde faz a seguinte oração: “Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais”.

Louvado seja o nome do Senhor, que é bom, que é sábio e que analisa as circunstâncias do momento, por isso, não houve resposta segundo a petição, porque certamente se a resposta de Deus fosse ao pé da letra, sua vida se extinguiria naquele exato momento, aliás, diga-se de passagem, quantos crentes, que já usaram expressões semelhantes a essa, como: “Senhor já não agüento mais, quero morrer... quero sumir... quero desaparecer... quero que você morra...”, escaparam de morte certa, porque Deus não respondeu da forma como foi feita a petição por sua infinita misericórdia e bondade.

No caso em questã,o do profeta Elias e sua petição absurda de morte, Deus enviou como resposta um anjo trazendo comida, como se estivesse dizendo: “Coma, restabeleça suas forças meu filho, depôs conversaremos”. De fato mais tarde após sair de uma caverna no deserto acontece um diálogo definitivo entre Deus e o profeta e restabelecido ele volta ao serviço que havia abandonado em um momento de fraqueza, de stress e de medo.

Graças a Deus, a oração nesse caso não só fracassa, como Deus concede uma resposta acima de qualquer expectativa negativa, até que o cristão se recupere e passe a pedir com autodomínio e inteligência transformando uma derrota em vitória pela sua infinita misericórdia.

terça-feira, 26 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 6


VI capítulo

Fracassos na oração por:

Desprezo à lei e indiferença às orientações Divinas - Pv 28.9. - Pv 1.24-26.

“O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração é abominável”.

        “Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a minha mão, e não houve quem desse atenção; antes desprezastes todo o meu conselho, e não fizestes caso da minha repreensão; também eu me rirei no dia da vossa calamidade; zombarei, quando sobrevier o vosso terror...”



Deus fala de muitas maneiras. Fala em sonhos, interpretações de sonhos, profecias bíblicas, através de dons espirituais, interpretações de línguas, cânticos, fala diretamente através de uma voz espiritual nos ouvidos ou no coração, enfim Deus está constantemente falando com seus servos e servas durante todo o tempo. É basicamente impossível uma pessoa dizer que nasceu de novo e não ouvir a voz de Deus de alguma forma, pois concomitantemente ao nascer de novo é restabelecida no cristão a vida espiritual, que é o intercâmbio direto entre o ser humano e seu criador. O que pode ocorrer é o cristão ouvir a voz de Deus e ficar indiferente aos seus interesses. Ficar indiferente ao falar de Deus é mais um motivo para fracassos na oração. Aliás, diga-se de passagem, não há coisa mais terrível que sofrer a indiferença de alguém que você ama. Quero salientar também que a indiferença pode se apresentar de maneiras quase imperceptíveis. Às vezes a indiferença pode vir através de palavras sem compromisso, palavras vazias, promessas feitas “da boca para fora”, como: “eu vou... mas nunca vai”; “eu faço... mas nunca faz”; “eu te ajudo... mas nunca ajuda”, “chegarei tal hora... e não chega”, etc... Jesus ilustra um caso interessante de dois filhos que recebem o convite do pai para trabalhar na vinha. O primeiro apresenta uma negativa, porém acaba indo para o campo trabalhar, o segundo, a princípio aceita a proposta de trabalho, porém negligentemente manifesta sua indiferença em seus atos, por não atender a proposta de trabalho de seu pai sem apresentar nenhuma desculpa plausível. “Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus”. (Mateus 21:28-31). Entendo que os dois erram nesse caso, porque o correto seria ajudar, fazer o compromisso e cumprir. Porém a maior gravidade fica por conta do que prometeu e não cumpriu. Que fique claro, qualquer que seja a manifestação de indiferença, seja em palavras ou em atos, atrairá uma resposta semelhante do Criador, impedindo a benção e provocando mais um tipo de fracasso na oração. A mão de Deus está sempre estendida para nos abençoar, somente nossa forma se ser e agir pode impedir que as bênçãos sejam derramadas sobre nossas vidas.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 5


V capítulo

Fracassos na oração por:

Desobediência - Dt 3.25-27.

Rogo-te que me deixes passar, para que veja essa boa terra que está além do Jordão, essa boa região montanhosa, e o Líbano! Mas o Senhor indignou-se muito contra mim por causa de vós, e não me ouviu; antes me disse: Basta; não me fales mais nisto. Sobe ao cume do Pisga, e levanta os olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para o oriente, e contempla com os teus olhos; porque não passarás este Jordão.


Moisés era um homem extremamente manso e por incrível que possa parecer, foi justamente onde ele era mais forte, na mansidão de seu caráter, que o Diabo levou-o ao pecado. No episódio em que faltou água para Israel no deserto, o povo induzido pelas trevas pressionou Moisés com uma murmuração tão grande, que ele não suportou e acabou pecando contra Deus. Na primeira vez em que saiu água da pedra ele deveria bater na pedra, porém na segunda ele deveria falar com a pedra, porque a pedra era Cristo. Veja o texto bíblico: “e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés e todos comeram do mesmo alimento espiritual; e beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os acompanhava; e a pedra era Cristo”. (I Co 10.2-4). Quando ele bateu na pedra quebrou uma tipologia bíblica futura em que Cristo seria tocado apenas uma vez, jamais poderia acontecer duas vezes, isso seria o mesmo que crucificar Cristo duas vezes ou cometer uma blasfêmia contra o Espírito Santo. “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. (Gn 3.15); “Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério”. (Hb 6.4-6); “Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários. Havendo alguém rejeitado a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas; de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça?”. (Hb 10.26-29).

Atente para o fato que Moisés que conseguiu em determinadas vezes convencer Deus a desviar sua ira do povo de Israel, neste caso de desobediência, clamou, se humilhou, insistiu, porém não obteve resposta positiva para suas petições, pois foi proibido de entrar na terra prometida. Materialmente falando não conseguiu entrar, espiritualmente sim, porque mais tarde em sua transfiguração diante dos discípulos, Moisés aparece dialogando com Jesus e esse episódio ficou registrado nos evangelhos. “Enquanto ele orava, mudou-se a aparência do seu rosto, e a sua roupa tornou-se branca e resplandecente. E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da sua partida que estava para cumprir-se em Jerusalém”.(Lc 9.29-13).

   Procurar andar em obediência diante de Deus, em pensamentos, palavras ou atos é fundamental, para que o sangue de Jesus esteja sobre nós, purificando-nos e tornando-nos justos e aptos a receber as bênçãos que Deus preparou para nossa vida. Atente para o fato que nem mesmo Moisés que pode ser considerado um dos principais personagens bíblicos do velho testamento conseguiu ter sua oração ouvida devido à desobediência, quanto mais nós, simples cristãos que nem podemos ser considerados grandes expoentes do cristianismo.

domingo, 24 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 4


IV Capitulo

Fracassos na oração por:

Fazer oração de hipócrita e rezas repetitivas - Mt 6.5-7.

E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.



Hoje em dia não vemos mais pessoas orando pelas ruas com o intuito de serem vistos pelos homens porque o conceito de igreja estabelecido por Jesus Cristo mudou a forma de reunião e de adoração, porém com certeza dentro de nossas igrejas temos visto e ouvido pessoas que oram exclusivamente para serem ouvidos pelos irmãos, com uma oração politicamente correta, para se destacar e/ou para provar que o dono daquelas palavras é um grande “orador”. Isso não atrai a atenção de Deus para uma resposta positiva, porque Ele deixa claro que o soberbo ele humilha e o humilde ele exalta. Observe esse texto bíblico: Dois homens subiram ao templo para orar; um fariseu, e o outro publicano. O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho. Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado. (Lc 18. 10-14).

Por outro lado me impressiona ver pessoas de outras denominações religiosas, que perdem horas e oras em repetições totalmente inúteis diante do Deus Altíssimo, como se jamais tivesse lido as escrituras e tomado conhecimento destes versículos, que são extremamente esclarecedores em relação a esse fato. Lembro-me que certa feita em uma cruzada na cidade de Wanderlândia, perto de Araguaína no delta do Tocantins, após uma oração de agradecimento pela refeição, uma nova convertida de origem espírita, queria que eu escrevesse a oração, para que ela pudesse utilizar cotidianamente em suas refeições. Recusei e imediatamente passei-lhe instruções para que ela aprendesse a conversar com Deus nosso pai e não utilizasse repetições inúteis.

Será que são raros casos como esse em um meio evangélico? Será que não existem irmãos com aquela oração “decoreba”, que toda a igreja já conhece? Será que esse tipo de oração é exclusividade de outras denominações religiosas e não da nossa? Pois sabemos que não. Existem irmãos que são tão previsíveis em suas orações/rezas que toda a igreja sabe onde começa e onde termina, numa repetição disfarçada, mas perceptível. Se a igreja consegue perceber, quanto mais o principal interessado, que é Cristo. Será que não está na hora de repensar nossa forma de orar diante do Senhor e corrigir possíveis falhas? Pois digo que sim, constantemente devemos rever nossa forma de se expressar e buscar um verdadeiro aprimoramento em nossa forma de falar com Deus. É bem possível que o Senhor tolere muitas de nossas falhas, mas a tendência de crescimento e melhora na qualidade da nossa oração é a única forma de obter retorno duradouro e diário em nossas petições, tanto particulares como intercedendo em favor de terceiros.

sábado, 23 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 3


III Capítulo


       Fracassos na oração por:

Dúvidas - Tg 1.6,7.



“Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa”.



A falta de fé pode ser um obstáculo intransponível para uma oração produtiva e a dúvida, nesse caso especificamente, comparada à onda do mar, é colocada, como condição única para a perda do sacrifício diante do Senhor.

Quando me converti ao Evangelho à cerca de vinte e dois anos atrás, me deparei com este versículo e me lembro até hoje, que passei muitos dias diante do mar observando e procurando entender “porque?”  Tiago compara a dúvida com a onda. Não foi nem um dia nem dois, foram muitos dias de observação. Um dia, percebi que a água ao lamber a areia voltava e criava uma onda de retorno, chocando com a outra que vinha, como se fora uma mini pororoca, entendi então que concomitantemente a onda que vem, existe sempre uma outra que volta, levando e trazendo areia, propiciando um lindo espetáculo que se repete todos os dias, todas as semanas, todos os meses, todos os anos... com uma beleza deslumbrante... sem alteração... sem mudanças... semelhantemente ao homem que clama e quando a oração vai subindo a Deus, a dúvida entra em cena e a oração volta, em uma repetição constante de sobe-e-desce durante dias, semanas, meses e anos, de forma inalterada, constante e infrutífera, sem resultado algum.

É preciso fé. É preciso crer, confiar, esperar em um Deus que não podemos ver. É preciso que essa fé cresça. É preciso olhar para Jesus autor e consumador da fé (Hb 12.2), sem desviar o olhar para dificuldades ou problemas do nosso dia a dia, que podem nos fazer submergir na fé como Pedro, que andou sobre o mar com os olhos fitos em Jesus, ao desviar o olhar para a tormenta e para as ondas afundou, a seguir clamou pela ajuda do Senhor e foi socorrido. É preciso edificar a fé orando no Espírito Santo (Judas 20), para que ela cresça até o ponto de eliminar a dúvida. É necessário ouvir a palavra de Deus em todo o tempo, pois a fé vem pelo ouvir (Rm 10.17) e por fim é necessário aprender a dar glórias a Deus, pois se Abraão foi edificado na fé dando gloria a Deus m(Rm 4.20), com certeza conosco a mesma coisa se sucederá, agigantando nossa fé, eliminando a dúvida e permitindo nos apoderarmos das bênçãos que estão preparadas para nós. Somente com o crescimento de nossa fé baseada nos quatro versículos acima citados, poderemos espantar o fantasma da dúvida e tomar posse de tudo o que Deus tem para nós.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 2


Pedir mal, ou pedir fora dos propósitos da vontade divina, também se apresenta como um obstáculo a mais no caminho daquele que se propõe a obter os favores divinos. A Bíblia afirma que devemos colocar Deus em primeiro lugar e a sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas. Entendo que colocar Deus em primeiro lugar é prestar louvor a sua glória, portanto uma oração não deve de maneira nenhuma deixar de começar com algum tipo de adoração e talvez até com algum tipo de agradecimento, por tudo o que o nosso grande e infinito Senhor, tem feito por nossas vidas. A justiça de Deus se manifesta no sacrifício de Cristo em prol da salvação da humanidade, através do sangue derramado na Cruz, portanto, me parece um contra-senso deixar de orar pela salvação das almas ainda não convertidas e/ou esquecer de orar pelas almas convertidas que ainda não chegaram até o fim da jornada, nesse caso os irmãos da igreja, para se derramar em orações que busquem apenas interesses pessoais e egoístas.

É lógico que uma vez satisfeitos os pré-requisitos da colocação da figura divina em primeiro lugar, bem como sua justiça também, chega então, a hora dos interesses pessoais, que podem então ser explicitados diante do trono graça, porém é plausível uma última consideração a esse respeito “os interesses pessoais devem estar sempre de acordo com a vontade ativa de Deus para nossa vida”, por que senão pode vir a se tornar mais uma das famosas orações não respondidas. Deus jamais concederia resposta a uma oração sabendo que os resultados seriam funestos para a vida de um dos seus filhos, portanto pedir com racionalidade e na direção dos interesses divinos, me parece ser meio caminho andado para respostas positivas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 2


II Capítulo

Fracassos na oração por:

Não pedir ou pedir mal - Tg 4.2,3.

“Cobiçais e nada tendes... Invejais, e não podeis alcançar... Nada tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”.


Nada tendes, porque não pedis. O versículo está muito claro. È necessário pedir. Ao ler a passagem bíblica da experiência de Bartimeu, o cego de Jericó, nos defrontamos com uma situação curiosa. Jesus passava diante do cego, que tocou a “trombeta” gritando: “Jesus filho de Davi, tem misericórdia de mim”. Era um chamado de fé, porque Davi havia falecido cerca de mil anos atrás, se concluindo daí que o cego estava clamando “Jesus eu sei que o Senhor é o Messias prometido da árvore genealógica de Davi e eu clamo sua misericórdia sobre a minha vida”. A bíblia diz que Jesus parou e mandou que o trouxessem diante de si e fez a seguinte pergunta: “Que queres que te faça?”. Qualquer um dos presentes poderia até ter se indignado (inclusive o cego), com uma pergunta dessas, pois estava claro e patente a todos que o homem era cego e com certeza o que ele queria era ver. A pergunta naquele momento parecia ao menos, fora de propósito, dada a circunstância, porém Jesus não deixou de fazê-la deixando uma importante lição em seu bojo, que é a necessidade de pedir e se possível da maneira muito clara.

CONTINUA...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 1


Pecado sempre é pecado, erro sempre é erro, separação é sempre separação, não importa o tamanho, nosso Deus não convive com o pecado, quer seja explicito ou oculto, portanto, uma atitude definitiva em relação ao abandono da prática do pecado, tem que ser tomada com certeza, agora é bem verdade que a repercussão do pecado pode ser maior ou menor dependendo de cada caso, pois pode atingir apenas uma pessoa, ou uma família ou toda a igreja e essa repercussão de ser um agravante.

Graças a Deus, temos um advogado que cuida dos nossos interesses na glória de Deus, Jesus Cristo, porém nossos pecados precisam ser confessados para obter o perdão e a purificação. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. (I Jo 1.9). O pecado encoberto impede a prosperidade em todos os sentidos porque é a barreira que se refere o texto central, deste capítulo, mas a confissão descortina o caminho da vitória e da benção. “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”. (Pv 28.13).

Quero ainda esclarecer que o pecado involuntário é automaticamente purificado pelo sangue do cordeiro, porém o pecado voluntário já exige confissão e arrependimento, e acrescentar que o pecado cometido que trouxer dano ao corpo de Cristo, que é a igreja deverá ser encaminhado ao pastor e posteriormente à igreja, a quem Cristo concedeu poder e autoridade para perdoar pecados, para ligar e até mesmo desligar um Cristão, com a afirmação de que tudo que for executado na terra será aceito no céu. Com certeza acontecerá o acerto e conserto necessário, para que tudo se resolva a contento e aconteça a purificação através do perdão coletivo, derrubando por terra todas as barreiras, concedendo ao crente total acesso espiritual ao trono da graça do nosso Deus e fazendo cair por terra o fracasso na oração.

terça-feira, 19 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 1


I Capítulo:

Fracassos na oração por:

Pecados não confessados ou pecados ocultos – Is 59.2, Sl 66.18.


“... mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça”.

“Se eu tivesse guardado iniqüidade no meu coração, o Senhor não me teria ouvido”.

Quero chamar a tenção do leitor para o fato de que o pecado cria uma barreira de separação que impede Deus de ouvir e responder a oração do cristão. “Todo o pecado é uma declaração arrogante de independência do homem, que foi criado para encontrar sua felicidade máxima na dependência do criador. Mediante o pecado o homem corta a corda que o prende a Deus e começa, ato contínuo, a sossobrar no oceano de sua fútil independência. É dado ao homem experimentar ao máximo as conseqüências de sua emancipação[1]”. Por maior que seja o sacrifício dispendido em uma campanha de oração, sem um posicionamento efetivo de arrependimento ante o pecado, todo o esforço dispendido será desperdiçado e quedará infrutífero na obtenção de resultados. Quero lembrar também, que o livro dos provérbios afirma que até mesmo uma mentira feita como uma brincadeira inocente é pecado e pode trazer conseqüências terríveis “Como o louco que atira tições, flechas, e morte, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.” (Pv 26.18,19). Certa feita um cristão após um estudo bíblico onde eu apresentava vários tipos de mentirinhas comuns entre os crentes como: (“Fala que não estou, liga depois...”. “Atenda a porta e diga que saí”. “Diga que pago amanhã... e nunca paga“. “Amanhã estarei lá... e não aparece”, etc.), me abordou e fez a seguinte afirmação: ”Não acredito que uma simples mentirinha pode causar tamanha separação “. Olhei para ele e pausadamente respondi:” Eu também não porque o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado, porém, se o crente viver na prática da mentira, por menor que ela seja, com certeza, o sangue de Jesus deixara de ser aspergido sobre o pecado voluntário, aí sim ele terá um grande problema, que sem arrependimento pode levá-lo a uma separação definitiva”. Não houve contestação, o assunto estava encerrado.
CONTINUA...


[1] COLUNA DO CARÁTER - S. Júlio Schawantes, Página 78, 6ª edição, 1980 – Casa Publicadora Brasileira.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - INTRODUÇÃO


Considerando que essas dificuldades são comuns, em nossa vida de oração, não vou delongar escrita em torno desse assunto, pois quero levantar uma série de passagens bíblicas, que desconsideradas por irmãos e simpatizantes da causa cristã, conduzem a fracassos na oração. O mais triste em tudo isso é imaginar um irmão ou amigo orando horas, dias, semanas, meses, anos e após tanto esforço, não obter resultado nenhum como resposta. Essa falta de resultado é agravada mais ainda quando determinados irmãos fazem tremendos sacrifícios de jejum, acompanhados com intermináveis horas em campanhas de oração, com um esforço sobre-humano em busca de uma dádiva divina e não conseguem nem assim obter uma resposta convincente e frustrado por expectativas inconclusas, queda desanimado e sem forças para continuar aquilo que Jesus classifica como “um dever”, a oração cotidiana.

Quero ressaltar que durante esse trabalho de meditação das escrituras pretendo levantar diversos versículos, que desprezados por um cristão desavisado, pode comprometer sua campanha ou prática diária de oração. Acreditando estar prestando um serviço que pode abrir as janelas dos céus e proporcionar uma infinidade de bênçãos, estudaremos esses versículos em capítulos curtos e objetivos, levantando as causas dos fracassos na oração, com o intuito de corrigir falhas, fazer acertos e consertos, que proporcionem frutos imediatos como resposta de Deus, a uma oração segundo os moldes bíblicos.