quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

BREVE REFLEXÃO SOBRE O DÍZIMO
A primeira menção sobre dízimo nas escrituras acontece em Gênesis 14 quando Abraão volta da matança dos reis e dá o dízimo de todo o despojo recuperado na batalha que se envolveu para salvar seu sobrinho Ló, juntamente com sua família. E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) até ao Vale de Savé, que é o vale do rei. E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas, e os bens toma para ti. Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, Jurando que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; Salvo tão-somente o que os jovens comeram, e a parte que toca aos homens que comigo foram, Aner, Escol e Manre; estes que tomem a sua parte. Gênesis 14:17-24.
É necessário ler quase todo o capítulo para perceber certos detalhes como:
1. Abraão recusa ficar com os despojos que lhe é oferecido porque não aceita a ideia que seu enriquecimento seja atribuído à outra fonte que não o Senhor.
2. Mesmo recusando sua parte, retira o dízimo e oferta ao Senhor entregando a oferenda ao sacerdote Melquisedeque, dando a entender com essa atitude que praticava esse tipo de oferta em seu cotidiano de vida.
3. Em nenhum momento há uma exigência divina com referência a dízimo, portanto, pode-se concluir que: contribuir com dízimo era uma proposta de Abraão e não de Deus e que o fazia por agradecimento a bênçãos recebidas afinal já estava bem de vida a ponto de recusar os riquíssimos despojos da batalha.
4. Além do dízimo pede a parte de seus confederados que participaram da batalha Aner, Escol e Manre, pois reconhecia o direito dos amigos e confederados a parte do prêmio.
5. Dízimo não "pertence" a lei como muitos afirmam. Com certeza é anterior a lei e nesse caso é dado por fé.
Com isso podemos concluir que dar Dízimo não foi ideia divina, mas sim, humana. Não partiu de Deus, mas sim de Abraão. Podemos entender também que foi um ato de fé e agradecimento de um homem que foi reconhecido como o pai da fé, do qual somos filhos por fé. Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, Romanos 4:16.

A segunda menção sobre dízimo encontramos em Gênesis 28, quando Jacó, após ter o sonho da escada que tocava os céus, faz um acordo com Deus comprometendo-se a dar o dízimo de tudo desde que Deus lhe suprisse em suas necessidades e lhe levasse e trouxesse de volta em paz. E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo. Gênesis 28:20-22.

Será necessário ler grande parte das escrituras (por isso não copiarei aqui) para verificar que:
1. Deus cumpriu integralmente sua parte no acordo levando-o e trazendo de volta em paz, lhe suprindo de tudo, lhe dando uma família numerosa, mudando seu nome para Israel e acrescentando a salvação que é mais importante. E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. Gênesis 32:30.
2. Uma vez cumprido sua parte do acordo Deus então se viu no direito de cobrar de Jacó e seus descendentes sua parte no voto, ou seja, o dízimo do dinheiro e dos filhos (porque estavam inclusos no acordo).
3. 10% dos filhos inclui a tribo de Levi inteirinha mais 0,2% de elementos de outras tribos, escolhidos por Deus através da história de Israel e o dízimo de toda a produção em bens e dinheiro de toda a nação em todos os tempos (porque o voto não tem limite de tempo). Esses bens e dinheiro seriam administrados pela tribo de Levi que agora estaria a seu serviço.
4. Uma vez que era um acordo e a parte divina foi cumprida, foi inserida em lei, o cumprimento do acordo por toda a nação, que descendesse de Jacó/Israel ou qualquer estrangeiro que se agregasse voluntariamente a nação e cumprisse as exigências da lei.
Podemos entender a partir desse acordo que a proposta (mais uma vez) não veio de Deus, mas sim do homem, Jacó depois chamado Israel, e, que foi inserido na lei e exigido seu cumprimento apenas para seus descendentes, portanto o aparecimento da palavra dízimo proliferou em todo o velho testamento disciplinando a coleta e sua aplicação entre as tribos hebraicas por milênios. Concluímos então que a partir de Abraão e Jacó/Israel aparecem dois tipos de contribuição denominada Dízimo, uma ofertada por fé e agradecimento e outra por lei, baseada em um acordo feito entre Israel e Deus. Considerando que não pertencemos ao povo de Israel a contribuição imposta não nos interessa. O que nos interessa é a contribuição do dízimo pela fé porque Abraão é pai da fé e nós filhos de Abraão. Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Gálatas3:7.

Por fim vemos em Hebreus que Jesus é sacerdote eterno pela ordem de Melquesedeque e que assim como nosso pai Abraão deu dízimos a Melquesedeque podemos ofertar dízimos pela fé e agradecimento a Jesus Cristo para ser administrado por ele através de seus representantes na terra, ou seja, sua igreja. Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. Hebreus 7:1-8.
Cabe lembrar também que a igreja primitiva teve autonomia para receber outros tipos de ofertas voluntárias como:
1. 100% de tudo. Não dez por cento, mas sim tudo o que tinham. É lógico que nesse caso é impossível a prática do dízimo pois nem sobra nada para dizimar: Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, Possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos. Atos 4:34-37.
2. Oferta alçada para emergências:
E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César. E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia. Atos 11:28,29.
Porque pareceu bem à macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Romanos 15:26.
Podemos verificar biblicamente na igreja do novo testamento a legitimidade do uso das antigas ofertas voluntárias, do dízimo, de ofertas alçadas para emergências e até ofertas de 100% de tudo que o ofertante tinha, portanto, qualquer dessas ofertas podem ser praticadas hoje sem conflitos com textos bíblicos. A questão que fica é a seguinte: a igreja pode transformar a prática do dízimo em regra? Sim ou não? Sim. A partir da convenção feita na igreja sede em Jerusalém em uma parceria entre o Espírito Santo e a Igreja Primitiva para resolver a questão da circuncisão (ou não) para os gentios, registrada no livro de Atos onde se estabelecem novas regras e determinações para a igreja de Antioquia e demais igrejas, podemos inferir, que existe a possibilidade da igreja em convenções e/ou assembleias estabelecer regras que não entrem em desacordo com a bíblia, portanto é legitimo a igreja se reunir e de comum acordo estabelecer o uso desse tipo de oferta dentro dos parâmetros bíblicos. Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas. Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá. Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. Atos 15:27-30.
O que não podemos legitimar é a pressão psicológica para ofertar, o toma-la-dá-cá, a troca com Deus como se fora uma aplicação, a baixaria de intitular crentes como ladrões (porque não estamos debaixo do voto de Jacó) ou até mesmo a violência de dizer que não dizimar implica na salvação eterna, porque dinheiro nenhum pode impedir o poder do sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário de nos proporcionar salvação eterna. E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos. Zacarias4:6. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. 2 Coríntios 9:7. Também não podemos legitimar a avareza, ou seja, não contribuir de forma nenhuma, não investir, não dar frutos por que Deus é contrário a essa ideia... E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.Lucas 12:15. Mas a fornicação, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; Efésios 5:3.

Por fim entendo que, baseado nesta reflexão igrejas que não convencionaram o uso do dízimo não devem ser questionadas e igrejas que convencionaram a utilização desse tipo de oferta também não devem ser questionadas, até porque seria recalcitrar contra os aguilhões e lutar uma batalha perdida no nascedouro, pois se Deus permite quem somos nós para reprovar. Outrossim não vivo do dinheiro da igreja pois sou aposentado da rede pública estadual de ensino e tenho por hábito contribuir com ofertas voluntárias cotidianas, com dízimos por fé e gratidão a Deus e ofertas alçadas para emergências, porque quando não crente gastava 90% de tudo que tinha na súcia, na gandaia, na boêmia, nas baladas e aproveitava 10%. Hoje se eu der 10%, 20%, 30% até 90%, para a obra de Deus, ainda estou no lucro pois com a benção de Deus tenho uma família abençoada e bens para viver em paz, além do que o dinheiro é meu e faço o que quiser com ele (risos). Joao Xavier... Pastor da Assembleia de Deus e Professor Aposentado.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

DESPREPARO PARA ENFRENTAR AS TREVAS partes 4 e 5.

4-    APANHANDO DAS TREVAS:

 

Sete irmãos, filhos de um sacerdote, enfrentam um endemoninhado, levam uma tremenda surra e saem da casa pelados e feridos. Como uma pessoa só, com apenas dois braços e duas pernas pode bater em sete homens? Como esse endemoninhado consegue ferir esses homens e além de tudo tirar ou rasgar suas roupas? Como uma coisa dessas pode acontecer? Mesmo que nossa imaginação adquira asas, seria possível reconstruir mentalmente uma situação como essa, de forma plausível, com um mínimo de lógica? A verdade é que não é possível explicar o inexplicável, pois uma situação dessas é inconcebível para nós, mas é possível perceber que os espíritos imundos tem poder para promover o mal contra seres humanos e só debaixo da graça de Deus poderemos nos livrar da derrota. Agora amplie essa situação para nossa vida cotidiana onde as trevas se utilizam dos desejos da carne, do mundo de iniquidades e pecados que nos rodeia, além dos ataques diretos de entidades malignas como essa descrita no texto principal e imaginem a amplitude da guerra espiritual que enfrentamos. É uma luta descomunal, impossível de ser enfrentada por um ser humano sozinho, mas perfeitamente possível a um servo de Cristo, protegido pelo Espírito Santo e escoltado por anjos. Por isso aos não cristãos é urgente a necessidade de aceitar Cristo como salvador e entrar debaixo da proteção divina. Aos cristãos parados, afastados, desviados dos caminhos da fé, é preciso reatar a aliança de união entre você e Deus sem demora. E aos cristãos praticantes e é necessário permanecer orando e vigiando porque comumente o poder das trevas maquina contra nós com a firme intenção de nos tragar.

 

5-    O NOME DE JESUS É GLORIFICADO:

 

Os demônios tem um ataque de fúria, derrotam os sete homens, mas é o nome de Jesus que é glorificado. Mesmo em uma vitória parcial do reino das trevas sobressai o nome de Jesus porque em tudo Ele é vencedor e deve ser glorificado. O homem foi vencido pelas trevas no Éden, mas Cristo venceu as trevas na cruz. Por isso todo joelho no mundo material ou espiritual se dobra diante d’Ele: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra”. (Filipenses 2:10), e toda vitória é atribuída a Ele qualquer que seja. Entre glorificar a Cristo com uma derrota ou com uma vitória eu fico com a segunda opção e aconselho a todos que se submetam ao senhorio de Cristo para que sua vida glorifique o nome d’Ele através das muitas vitórias que ele concederá. Tome uma posição, tome uma atitude e receba Cristo em sua vida hoje.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

DESPREPARO PARA ENFRENTAR AS TREVAS Parte 3


3-    É NECESSÁRIO PODER PARA ENFRENTAR DEMÔNIOS:

Quando Jesus subiu aos Céus, pediu aos discípulos que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder. Algum tempo depois isto aconteceu, mudando a forma de agir dos discípulos em pregações, curas divinas, exorcismos de demônios e na garra para enfrentar situações adversas na propagação do evangelho do Senhor nosso Deus. Esse revestimento de poder está também à disposição de todos os Cristãos que tenham interesse em prestar serviço ao nosso Rei e para tanto basta pedir porque isto está bem claro nas escrituras sagradas. “E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem”? (Lucas 11:9-13).

Uma vez cheio do Espírito Santo, o cristão está apto a qualquer tipo de enfrentamento com possibilidade de vitória, porém ainda existe uma exceção, que é se deparar com uma entidade maligna extremamente forte de nominada nas escrituras de legião. Nesse caso faz-se necessário jejum e oração para que a entidade seja expelida definitivamente conforme orientação de Jesus Cristo. “E, quando chegaram à multidão, aproximou-se lhe um homem, pondo-se de joelhos diante dele, e dizendo: Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água; E trouxe-o aos teus discípulos; e não puderam curá-lo. E Jesus, respondendo, disse: O geração incrédula e perversa! até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazei-o aqui. E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”. (Mateus 17:14-21).

terça-feira, 10 de julho de 2012

DESPREPARO PARA ENFRENTAR AS TREVAS. Parte 2

        2-    OS DEMÔNIOS CONHECEM OS CRISTÃOS:

 

Quando aceitamos a Cristo como nosso salvador, recebemos o perdão dos pecados e o Espírito de Deus vem habitar em seu templo divino, que é nosso corpo, alma e espírito. A partir daí realiza uma limpeza espiritual, porque Deus não coabita com o pecado, nem habita em templos impuros e uma resplandecente luz passa a brilhar em nossas vidas, dando condições para que sejamos uma luz brilhando no meio das trevas. Passamos a ser a luz do mundo e o sal da terra conforme palavras do próprio Cristo, porque os frutos do Espírito fluem de nós, alimentando pessoas em nosso derredor, ou seja, produzimos frutos de bondade, benignidade, fé, mansidão, paciência, amor e coisas semelhantes a essa e somos reconhecidos por esses frutos em qualquer lugar onde frequentamos. Esse fato não passa despercebido aos demônios desde as simples hostes, potestades ou até mesmo principados malignos nos lugares celestiais, ou seja, todos os demônios desde os menores até os maiores nos reconhecem e sabem que somos almas retiradas da perdição pelo cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Eles sabem que somos almas resgatadas por preço de sangue e veem nosso brilho espiritual onde quer que estejamos. Jesus afirma que quando expulso um espírito imundo caminha por lugares desérticos e depois de algum tempo volta para ver se a casa está vazia, se assim for traz mais sete espíritos e, é lógico, a pessoa fica oito vezes pior do que era antes, isto mostra claramente que eles veem o interior de nosso corpo e tem ciência, se temos ou não, Deus em nossas vidas. Assim como os espíritos imundos nos reconhecem, sabem também quando um ser humano não pertence ao grupo dos salvos, como podemos ver nos escritos bíblicos acima em que os filhos de Ceva, com certeza viram ou ouviram falar de episódios de exorcismo pelo Apóstolo Paulo em nome de Jesus Cristo e resolvem fazer o mesmo. E podemos considerar uma temeridade tentar qualquer tipo de ação contra as trevas sem ter a proteção de Jesus na pessoa do Espírito Santo em nossas vidas. Por isso, o primeiro passo para um cidadão dessa terra, que não tenha tido qualquer relacionamento com Cristo, é sem sombra de dúvida, arrepender-se dos seus pecados e aceitar Cristo como seu salvador, porque além de receber a salvação para vida eterna, recebe também proteção contra entidades malignas. Por outro lado se for uma pessoa afastada ou até mesmo desviada dos caminhos do Senhor, faz-se necessários fazer um novo concerto, um novo acordo, uma nova aliança, para que o sangue de Jesus derramado na cruz do calvário venha de novo purificar sua vida e seja restaurado espiritualmente na presença de Deus, passando também a ter direito a salvação eterna e proteção divina contra as trevas.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

DESPREPARO PARA ENFRENTAR AS TREVAS.


SERMÃO:

DESPREPARO PARA ENFRENTAR AS TREVAS

INTRODUÇÃO:

“E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa. E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. E muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos”. (Atos 19:13-18).



1-    OUVINDO FALAR DE JESUS:

Os filhos de Ceva viram, ou ouviram falar que Paulo exorcizava demônios em nome de Jesus e resolveram fazer o mesmo, ignorando totalmente as circunstâncias que envolvem uma batalha espiritual. Se por ignorância ou por descaso, não fica claro no texto bíblico, mas os resultados negativos aparecem quaisquer que sejam as intenções, pois os demônios não estão nem um pouco preocupados com o tipo de motivação que teve quem entrou em seu caminho. Foi um desastre o resultado da batalha, desaconselhando qualquer tipo de enfrentamento, sem a devida preparação espiritual para esse tipo de luta. Mas o interessante do início dessa passagem bíblica é que assim como os filhos de Ceva, muita gente ouve falar de Cristo e toma atitudes diferentes a respeito, uns correm para Ele e obtém experiências pessoais incríveis, com milagres diversos e até mesmo a salvação através do arrependimento dos pecados e outros apenas observam, maquinam mal contra Cristãos ou tentam usar o nome de Jesus em proveito pessoal. Nas igrejas muita gente ouve falar de Jesus, mas passa a vida sem nascer de novo, sem experimentar milagres ou sem ter qualquer tipo de experiência pessoal com Cristo. Às vezes até filhos de crentes jamais tiveram uma experiência com Deus. Conhecem de ouvir falar e essa forma de conhecimento, sem atitude de aproximação pela fé, é insuficiente para obter bênçãos e deve ser objeto de atenção a todos que nunca tiveram uma experiência pessoal com Cristo.

sábado, 7 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CONCLUSÃO


Conclusão:

Muito se pode estudar a respeito de oração, mas considero extremamente importante acima de tudo orar e ser atendido pelo Senhor. Através de estudos aplicados ao cotidiano de nossas igrejas tenho observado ser de grande proveito à leitura e meditação destes versículos que eliminam empecilhos e impedem o fracasso da oração. Espero que este estudo na forma de um pequeno livro sirva para o aprimoramento de sua oração e que muitas bênçãos sejam obtidas a partir dessa melhora. Aproveito também o momento para pedir que orem em meu favor para que o Senhor continue me usando para honra e glória do seu nome, me suprindo com as bênçãos que se fazem necessárias a mim e toda a minha família. Agradeço a todos e desejo que a paz do Senhor permaneça para sempre em vossas vidas. Amém.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO = CAPÍTULO 13


XlII CAPÍTULO

Fracassos na oração por:

Não pedir em nome de Jesus  -  Jo  16.23-24.

Naquele dia nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo que tudo quanto pedirdes ao Pai, ele vo-lo concederá em meu nome.

Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo seja completo.



        Certa feita uma senhora do grupo carismático católico da cidade de Caçapava que se encontrava em casa de parentes passando uma temporada de verão aproximou-se de mim e disse:

       - Eu sempre quis conversar com um líder evangélico pessoalmente para que ele me respondesse a algumas perguntas, posso fazer essas perguntas pra você?

       - Sim com certeza, se houver possibilidade de respondê-las fique certa que responderei.

       - Eu soube que vocês não acreditam em Maria?

       - Mentiram para você, com certeza acreditamos em Maria, pois ela foi escolhida para ser a mãe do Messias, o nosso salvador Jesus Cristo, está nas escrituras, seria um contra senso não crer em Maria – respondi.

       - Mas eu soube que vocês não creem que ela é uma santa – ela reformulou a pergunta.

       - É lógico que cremos que ela é uma santa – retruquei. As escrituras dizem que uma santa é uma pessoa separada para Deus e não temos dúvida pelos escritos bíblicos que Maria foi uma pessoa separada por Deus para gerar o Messias - percebi que ela ficou meio confusa porque o diálogo caminhava por um caminho não previsto ou não desejado.

       - Então eu não entendo o que está acontecendo?

       - É simples. Não contaram para você que não cremos que Maria seja uma deusa e que o nosso Deus é subdividido em três pessoas: Pai Filho e Espírito Santo e não em quatro pessoas com a inclusão de Maria.

       - Mas nós também cremos em um Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) - retrucou um pouco assustada com o rumo da conversa.

       - Então porque vocês adoram Maria como se fora uma Deusa. Ela ficou sem palavras, boquiaberta, percebia-se claramente uma pergunta não respondida bailando em seu cérebro e nosso diálogo terminou por ali.

       Acontece que uma grande quantidade de pessoas que são ou se dizem cristãos estão adorando e pedindo coisas aos céus, sem se utilizar o passaporte que abre todas as portas que é o nome de Jesus e não posso crer que o todo poderoso vá contra sua própria palavra, para atender esses pedidos e responder positivamente a essas adorações. Ao nome de Jesus todo o joelho deve se dobrar (Fp 2.10) e todo pedido dirigido a Deus o Pai e/ou ao Espírito Santo, tem que ter acoplado a si o nome de Jesus, porque ele deixa claro nos versículos separados acima que assim deve ser o procedimento de quem dirige uma petição aos céus. Utilizar o nome de intercessores, qualquer que seja, é reprovado pelas escrituras conforme versículos abaixo: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (Jo 14.6). “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. (l Tm 2.5).

       Eu poderia levantar muitos versículos que provam a inutilidade de utilizar a mediação de santos que já morreram, ou que ainda vivem para tentar obter os favores divinos, mas entendo que quando se quer crer e aceitar as escrituras, poucas palavras bastam. Quero ressaltar que minha afirmação nada tem a ver com a oração de intercessão, que é uma forma de utilizar a fé do irmão ou da igreja, para alcançar a benção desejada.

       O nome de Jesus tem poder, utilize-o em suas petições, nunca encerre uma oração sem deixar claro que você está entrando no mundo espiritual através do nome de Jesus e verá mudanças começarem a acontecer em sua vida.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 12 B


O que é humildade? Como fazer para ser humilde? Essa é uma pergunta que precisamos responder a nós mesmos, pois a partir daí poderemos melhorar em qualidade e passar a desenvolver essa virtude em nosso caráter. A primeira parte encontramos facilmente em um dicionário da língua portuguesa e a segunda encontramos nas escrituras sagradas e principalmente nos provérbios escritos por Salomão. Humildade segundo o dicionário virtual Michaelis é: 1. Virtude que nos dá o sentimento de nossa fraqueza. 2. Modéstia. 3. Demonstração de respeito, de submissão. Um dos fatores preponderantes para que a humildade seja desenvolvida em nossa vida é deixar que as pessoas percebam e falem de nossas qualidades, e isto, Salomão deixa inserido em um versículo chave que deve ser memorizado e utilizado em nosso cotidiano. “Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estranho, e não os teus lábios” (Pv 27.2). Ressalto que existe uma infinidade de escritos bíblicos que nos orientam nos caminhos da humildade, apenas coloquei um dos versículos que considero importante, porém, há muito que estudar biblicamente falando, para se conhecer mais a respeito.

Uma vez corrigindo nosso caráter em relação à humildade e soberba, abre-se uma perspectiva muito grande para que nossas orações sejam respondidas e deixemos de estar entre os cristãos, que não vivem em novidade de vida e tem pouco a contar em bênçãos recebidas, ou que vivem de glórias do passado.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 12 A


XlI CAPÍTULO

Fracassos na oração por:

Ser soberbo  -  Lc  18.11-14.

O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano.

Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus, sê propício a mim, pecador!

Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.



Deus o Todo-Poderoso e criador dos céus e da terra sempre deixou claro a todos quanto O conhecem, em inúmeras ocasiões, que sua a humildade é uma parte importante de seu caráter e de sua forma de ser. Como exemplo podemos destacar o nascimento de seu filho em uma manjedoura em meio ao terrível cheiro de excrementos de animais, ou o envio de seu grande apóstolo (Paulo) para conquistar Roma espiritualmente como prisioneiro da guarda pretoriana de César, ou a caça de seu rei escolhido e ungido (Davi) como um fora da lei por terras de inimigos de Israel, enfim poderíamos enumerar uma grande sucessão de fatos em que a humildade divina aparece como fator preponderante de sua personalidade, porém o nosso objetivo é esclarecer a todos, que essa qualidade (que faz parte do caráter de Deus), Ele faz questão que esteja inserida em nosso caráter, como condição, para obter seus favores e concomitantemente ter respondida nossas orações.

No caso acima descrito, podemos com toda certeza avaliar o interesse de Cristo em fixar em nosso intelecto a necessidade do Cristão se dirigir ao criador em uma posição de humildade e simplicidade como o publicano e não com palavras e atitudes soberbas como o fariseu, que se auto proclamava um santo homem e merecedor das dádivas divinas e estabelecia comparações com seu concidadão, buscando se justificar perante o criador.

Deus jamais nos abençoará porque nos justificamos dizendo que somos bonzinhos ou porque somos melhores que nossos irmãos ou nossos vizinhos, mas sim, porque nos declaramos pecador e passamos pelo sangue derramado na cruz por Jesus Cristo e isso é dom de Deus, para que ninguém se glorie e essa informação deve estar em nossas mentes, para jamais orarmos como o fariseu descrito na parábola de Jesus.

CONTINUA...

terça-feira, 3 de julho de 2012

FRACASSOS NA ORAÇÃO - CAPÍTULO 11 B


       Agora em nossos dias um fenômeno facilmente constatado, preocupa pensadores em relação ao problema do pobre, é o aparecimento dos “excluídos”. A relação entre o capital e o trabalho sempre foi de exploração e o mesmo empregador que oprimia seu empregado sabia que precisava daquela mão de obra, portanto não permitia que ela se extinguisse morrendo de fome e apesar da toda exploração procurava manter um salário de sobrevivência para o empregado e sua família, porém com o desenvolvimento da tecnologia apareceram robôs, que hoje podem substituir centenas de empregados permitindo ao patrão, dono do capital, despedi-lo de suas funções na empresa e empregar apenas funcionários especializados para fazer a manutenção e operação das máquinas, criando a exclusão de centenas de trabalhadores em relação ao trabalho e automaticamente em relação à sociedade. Essa exclusão vem trazendo a fome e a pobreza de tal forma que nosso(a) presidente (anterior e atual), conseguiu se eleger com a bandeira do “Fome Zero”, recebendo até elogios internacionais.

       Essa escalada crescente e constante da pobreza, com todas as suas variantes temporais, prevista por Cristo a cerca de dois mil anos atrás, exige de nós cristãos um esforço coletivo e até mesmo individual, de forma a atender a exigência divina em relação ao suprimento dos pobres e necessitados. Observe por exemplo o que diz Tiago a esse respeito: “Que proveito há meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

       A exigência divina quanto ao socorro ao pobre vem com uma espécie de ultimato, de que a recíproca é verdadeira, ou seja, quem não socorrer o pobre com certeza clamará ao Senhor e não será ouvido, porém sempre devemos levar em conta afirmações como a do Apóstolo Paulo: “Aquele que não trabalhar que não coma”, no tocante a não estimular a vagabundagem em nosso meio, por isso, quero realçar a necessidade de ajudar o pobre com sabedoria, de forma que essa ajuda não venha a ser perniciosa, estimulando pessoas a permanecerem improdutivas e acabarem “se encostando” nos cristãos produtivos como verdadeiros parasitas e parias da sociedade. A bíblia diz no livro de Salmos que o justo florescerá como a palmeira e por incrível que possa parecer, palmeira não costuma viver cheia de parasitas, assim também deve florescer o ser humano justificado pelo sangue de Jesus Cristo.

       Com certeza o atendimento ao clamor do pobre, repito, com cautela e de uma forma inteligente, abrirá os ouvidos do Todo Poderoso ao nosso clamor e bênçãos abundantes choverão em nossas vidas, como a chuva serôdia rega a terra seca e faz tudo renascer.